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COMO ORAR - O encontro surpreendente com o EternoExemplo

COMO ORAR - O encontro surpreendente com o Eterno

DIA 3 DE 8

ORAÇÃO DE CONFISSÃO

Não vejo em mim o desejo de ocultar-me de Deus. A questão é não ter consciência de mim mesmo, das profundezas da alma. Nem sei o que não sei a meu respeito. Por isso mesmo preciso de Deus para conduzir-me aos caminhos da consciência saudável. Só Ele me conhece em profundidade. Mesmo assim me ama. Certa vez, com a consciência de alguém que precisa confessar, o salmista descreveu três momentos em sua vida.

No primeiro momento, o salmista narra o drama de ter pecados não confessados (enquanto eu calei os meus pecados). Vivia uma vida de grande tormento: seus ossos envelheceram, teve gemidos todos os dias, perdendo o vigor e levando-o à sequidão do calor do verão. De fato, pecados não confessados causam morte (Gênesis 2.17; Ezequiel 33.8-13; Romanos 8.12-13), provocam irritação (1 Reis 16.2) e cansaço no Senhor (Isaías 43.24), nos separam dEle e interrompem nossas orações (Isaías 59.2; Salmos 66.18), pois testificam contra nós (Isaías 59.12; Jeremias 14.7), expõe nossa culpa (Salmos 69.5), causam opróbrio, desonra e vergonha (Provérbios 14.34), sendo lembrados (Salmos 25.7), castigados (Oséias 8.13; 9.9) e punidos por Deus (Amós 1.3, 3, 9, 11, 13; 2.1, 4, 6; 3.2). Pecados não confessados nos embaraçam (Hebreus 12.1), nos desfalecem (Ezequiel 33.10), nos consomem (Levítico 26.39; Is 64.7; Ezequiel 4.17), nos murcham como a folha e como vento nos arrebatam (Isaías 64.6), causando enfermidades na alma e no corpo (Salmos 103.3; Tiago 5.16), gerando problemas e calamidades na vida (Deuteronômio 28). Pecar e não confessar procede do diabo (1 João 3.8), endurece o coração (Hebreus 3.13) e escraviza (João 8.34).

No segundo momento, o salmista decide arriscar-se e passa a ter seus pecados confessados. Mas não é uma confissão da boca para fora. Sua decisão partiu de um coração cheio da convicção do pecado, sem cegueira nem falsas justificativas. Em seguida, seu coração estava dominado pela verdadeira contrição e arrependimento, pois sabia que sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado e que o Senhor não despreza o coração compungido e contrito (Salmos 51.17; Isaías 57.15). Com o coração assim, seus lábios proferiram a confissão (confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões). Por ter sido sincera e verdadeira, sua confissão foi seguida da conversão do caminho, pois o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia (Provérbios 28.13). Jesus também disse à pecadora: vai e não peques mais (João 8.11).

De que adiantaria a confissão se não fosse ouvida por alguém santo, compassivo, com poder, autoridade e vontade de perdoar? Ora, Jesus foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53.5) Sim, Jesus carregou nossos pecados (1 Pedro 2.24), para nos livrar da lei do pecado (Romanos 8.2), das consequências do pecado (Romanos 6.23), justificando-nos dos pecados (Romanos 6.7), salvando-nos de nossos pecados (Mateus 1.21) e libertando-nos completamente do domínio do pecado (Romanos 6.14-23). Não existe amor maior que este. Por isso, em Cristo, e somente por causa da obra de Cristo na cruz, os pecados confessados são pecados perdoados (Êxodo 34.7; 2 Samuel 12.13; Cl 2.11; 1 Jo 1.9; 1 Jo 2.12) e remitidos, ou seja, dados como pagos (Mateus 26.28; Mc 1.4; Hebreus 9.22). Em Cristo, nossos pecados sujos tornam-se brancos como a neve (Isaías 1.18) e como a lã (Isaías 1.18), sendo lançados para trás pelo Senhor (Isaías 38.17), pra bem longe (Salmos 103.12), pro fundo do mar (Miquéias 7.19). Em outras palavras, por causa de Cristo, os pecados confessados são cobertos (Salmos 32.1; Romanos 4.7), purificados (Hebreus 1.3; 1 Jo 1.7, 9), lavados (Apocalipse 1.5), retirados de nós (1 João 3.5), esquecidos (Isaías 43.25; Hebreus 8.12; 10.17), apagados (Isaías 44.22; Atos 3.19) e não mais nos levam à morte (Efésios 2.1-10; Colossenses 2.13).

Nesse assunto da confissão, três situações ruins podem nos ocorrer: não sabermos que fomos perdoados; não sentirmos que fomos perdoados; não acharmos que precisamos ser perdoados. A situação boa é que há um poder espiritual tremendo liberado pela confissão. Quando confessamos nossos pecados não apresentamos uma nova informação, pois Deus sabe todas as coisas; apresentamos nosso coração. Neste momento, nosso relacionamento com Ele se intensifica. Quando o coração sincero confessa, grilhões são quebrados, cadeias rompidas, laços desfeitos, prisões arrebentadas. Essa libertação produz a alegria e a paz do Senhor. O que você está esperando? Vamos, pois, confessar com prontidão. Oração de confissão purifica nossa consciência, restaura nossa alegria, cura nossa alma.

As Escrituras

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Sobre este Plano

COMO ORAR - O encontro surpreendente com o Eterno

Expressões como “pode orar por mim?”, ou “precisamos orar mais!”, via de regra, associam oração ao ato de pedir, interceder, clamar. De fato, pedir faz parte, mas está longe de ser tudo o que oração significa. Durante este plano, você será estimulado a ampliar sua experiência de oração à medida que ficar mais claro a anatomia da oração. Anatomia da Oração é a expressão que está sendo utilizada aqui na busca de se entender as partes que compõem uma vida de oração saudável. O plano foi inspirado no livro Como orar: o encontro com o Eterno, de Rodolfo Montosa.

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Gostaríamos de agradecer ao Editora Vida & Caminho por fornecer este plano. Para mais informações, visite: www.vidaecaminho.com.br